domingo, 2 de agosto de 2009

Domingo

Depois do Flamengo e o Tupi empatarem, o domingo não foi bem no quesito futebol. Mas como nem tudo no Brasil é futebol (há quem diga), o dia tem outros destaques.

Juiz de Fora

O Primeiro é um estudo feito pelo Curso de Mestrado em Economia Aplicada da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da UFJF, que indicou que os recursos aplicados pela UFJF têm efeito multiplicador de 1,36 na cadeia produtiva local. O que isso significa? Que a cada R$ 100,00 gastos pela nossa Universidade, a economia de Juiz de Fora recebe R$ 136,00. Como isso acontece? Vou usar um exemplo simplista: ao fazer uma obra, a instituição contrata uma empreiteira, que compra materiais e contrata juizforanos para trabalhar na obra, que recebem salário e o gastam em produtos e serviços na cidade. Para quem quiser (tentar) entender melhor, aqui está a matéria da Tribuna de Minas sobre o assunto: http://bit.ly/z7hSA. A linguagem ficou um pouco técnica, complicada para leigos, o que não é bom para um veículo de comunicação de massa. A repórter Fabíolo Costa, autora da reportagem, tinha que ter esmiuçado mais o assunto e ter deixado a matéria mais leve.

Brasil

E a censura em cima do Estadão, praticada pelo TJDFT e por Sarney, foi repudiada por seus pares, ou ímpares, que são a minoria. Pedro Simon, do PMDB, declarou que “O homem da transição democrática agora comete um ato da ditadura. Ele perdeu seu último argumento. Isso é terrível. O presidente Sarney tem de renunciar". Pressão!

Jarbas Vasconselos também alfinetou: "Isso agrava a situação dele. Não vejo o Senado votando mais. Não vai mais funcionar"[...] "Esse caminho pela Justiça é um retrocesso terrível e injustificável", continuou. " O Estado já viveu essa situação em plena ditadura, mas hoje isso não pode acontecer, a não ser que o Sarney se considere um homem incomum, como diz o presidente Lula."

Eduardo Suplicy, lentamente, complementou: "A Constituição assegura a liberdade de imprensa, sobretudo em casos de diálogos gravados com autorização judicial. É um direito da população ser informada pela imprensa sobre diálogos que ferem a ética."

Perfeito né? O ato da justiça brasileira é pura ditadura. É censura. É coisa do passado. Mas como alguém, como o Desembargador Dácio Vieira, que tomou a decisão de censura, pode fazer uma besteira dessas, mesmo nem sendo um Sarney? Fácil, é só ser amigo do Sarney. Tá ele aí em uma foto com o futuro ex-presidente do Senado. Dácio é o primeiro da esquerda.

Eita turma boa! Além dos dois ainda tem o Agaciel Maia e Renan Calheiros. As mulheres são esposas de Dácio e Agaciel. Sarney em boa companhia não?

As informações são do Estadão, o jornal que está dando um banho na cobertura das mutretas do Sarney. Cobertura hein? Eles não tão acobertando nada, diferente da concorrente, a Folha.

OBS: A censura em cima do estadão foi uma proibição de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente José.

sábado, 1 de agosto de 2009

#forasarney

Agosto começou muito bem. Jornais e revistas noticiaram que José Sarney, futuro ex-presidente do Senado, se tudo correr bem, disse ao presidente Lula que não aquenta mais e iria negociar uma saída. Ou seja, o mês promete. Agora, como bem conhecemos política e Políticos (com P maiúsculo por se tratar de Sarney, "o político", no sentido depreciativo da palavra), então, como bem conhecemos esse meio, tudo pode ser um blefe. Porque ele diria isso sem ter a intenção de realmente renunciar? Podemos esperar tudo de Sarney, é difícil saber o que pensa aquela mente corroída e caquética.

#forasarney

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Santa Ignorância

Realmente a Igreja Católica mostra que fica cada vez mais velha e ultrapassada. Em uma reportagem da Tribuna de Minas de terça-feira (dia 28 de julho) foi relatado o caso de uma jovem juizforana que está prestes e ser beatificada. O motivo? Ter morrido de forma violenta.

Exatamente isso que você leu. Em 1982, Isabela Cristina Campos morava na Barbosa Lima com seu irmão. Ela tinha 20 anos e era estudante de medicina. Seu irmão trabalhava durante o dia e Cris, como era conhecida, passava a maior parte do tempo sozinha em casa. No dia 1º de setembro, a jovem foi encontrada morta. A imprensa da época tratou o assassinato como brutal, devido às várias facadas que a vítima recebeu. Inclusive duas nas “genitálias” (etâ palavra feia). Depois de exames no corpo, foi constatado que ela ainda era virgem. Foi sugerido que ela sofreu tentativa de estupro, mas não deixou que o fato se consumasse, sendo morta por isso. O acusado do crime foi identificado e preso. O Padre Geraldo Cifani Pinheiro, pároco da Igreja de São Sebastião, viu nesses fatos algo diferente. Como a menina era religiosa, muito boa e Vicentina, não merecia ter um final tão trágico, e o caso merecia “o pedido de perdão de Deus”. Ele e mais outros religiosos entraram com o pedido de beatificação da moça e agora o Vaticano aceitou.

Quem quiser ver a história contada pela Tribuna, aqui tá o link: http://tribunademinas.com.br/090728/geral/geral10.php

Análise
Não precisa dizer muito nem um aprofundamento grande. Isso é piada. Então quer dizer que devido ao fato de a menina ter evitado o estupro e ter conseguido ela é uma beata? As vítimas de estupro então, ou não tentam impedir o ato ou ao tentar não tem fé suficiente e Deus as castiga. Ótimo, com um Deus desse quem precisa de Diabo né?

E no final da reportagem, na parte em que as pessoas que dizem ter graças alcançadas por rezarem para Cris, dê-me paciência. Uma mulher disse que o câncer da irmão foi curado pela garota morta. Quem curou o câncer da sua irmã, foi o médico casseta. O cara estuda anos de medicina, se especializa, pega uma paciente com câncer, tenta o máximo para curá-la e no final vem alguém e fala que a cura foi por causa de uma menina que morreu antes do Michael Jackson. Tá de sacanagem né?

É ótimo como a Igreja, não só a Católica, como TODAS as outras, tentam interpretar os fatos do jeito que lhe convêm. Transformam um assassinato comum, sim comum, ou você vive em um mundo diferente do meu?, em algo sobrenatural. Isso é abusar da inteligência das pessoas. Padres, bispos, pastores e companhia, vocês tem que ser mais espertos, isso dava certo com as antigas gerações, que não tinham acesso às informações como temos hoje. Por isso que ao entrarmos em uma Igreja, o que vemos é uma maioria de idosos. Seus seguidores estão acabando! Se quiserem mais, só entrando no Twitter mesmo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Honduras

A situação da democracia em Honduras não está nada bem. Há uns meses atrás o presidente de lá era Manuel Zelaya, uma espécie de Hugo Chaves caribenho. O que a direita de lá fez? Isso mesmo, o que a direita da Venezuela quer fazer: derrubar o presidente. No lugar de Zelaya, entrou o Roberto Micheletti. Obviamente a "comunidade internacional" foi contra o golpe, taxando-o antidemocrático.

Agora Honduras está sem ajuda financeira externa (algo em torno de U$ 200 milhões) e as exportações estão cada vez piores. Ninguém quer negociar com um governo golpista. Mas fora a economia, o que estão fazendo para reverter a situação e tornar Honduras uma democracia novamente? Nada, não precisa, o governo imposto fará isso. Em novembro haverá eleições, e os que derrubaram o presidente têm grande chance de ganhar. Não que sejam unanimidade lá. Protestos e revoltas é o que não falta. O negócio é que Zelaya, o ex-presidente, não pode voltar ao país, e a máquina de propaganda do governo está nas mãos de Micheletti, o golpista.

Resumindo: os golpistas antidemocráticos irão restaurar a democracia e sairão dessa ilesos, com um país de brinde.

Abaixo, algumas fotos que ilustram a situação de protestos e confrontos em Honduras. As fotos são muito boas. Foram tiradas desse site aqui:http://www.boston.com/bigpicture/2009/07/the_honduran_coup_detat.html













Vale a pena acessar o site original das fotos e confeir. http://www.boston.com/bigpicture/2009/07/the_honduran_coup_detat.html

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Novos rumos do jornalismo


Um dos artigos mais completos sobre os novos rumos do ensino do jornalismo:


Esse aqui é o blog do autor do artigo, Victor Barone: http://escrevinhamentos.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Adúltera

Porque acreditar nas palavaras de religiosos, pastores, padres e a fins? Por eles pregarem "a palavra de Deus"? Mas quais são essas palavras exatamente? Mesmo que "Deus" as tenha proferido, nem sempre elas são interpretadas corretamente:


Moçada usando a bíblia pra pegar mulher, hein...

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dois carros caem no rio

UPTADE: Segundo o jornal Tribuna de Minas, foram dois garotos que estavam no Fiat Stilo. É, não eram três e nem era um Gol. Me perdoem, mas a minha testemunha ocular era uma mulher, que obviamente não entende muito de carro e não sabe contar. O idoso do Chevette tinha 55 anos e foi levado ao HPS, onde foi diagnósticado com trauma torácico.


Por volta das 13h de hoje (06-07), dois carros cairam no Rio Paraibuna, próximo à ponte do Manoel Honório.

Um gol cinza ocupado por três jovens vinha em alta velocidade na Avenida Brasil, sentido Zona Norte - Centro. Próximo ao sinal do cruzamento da Brasil com a Avenida Rio Branco, o motorista perdeu o controle do carro ao fazer uma ultrapassagem. Um Chevette ocupado por um idoso foi atingido e empurrado em direção à margem do rio. Com a pista escorregadia devido à chuva, os dois carros deslizaram até atingir o rio. Os três jovens saíram rapidamente do carro e se salvaram. O idoso, apesar das dificuldades, também conseguiu sair do carro e ser resgatado. Ele foi levado de ambulância para um hospital.

O trânsito no local está congestionado devido ao grande número de pessoas que se aglomeram para ver os carros no rio.

As informações sobre o acidente são escassas. A polícia não deu um parecer oficial. Todos os dados foram relatados por uma testemunha ocular. Abaixo, fotos tiradas minutos depois do acidente, quando os ocupantes dos carros já haviam se salvado.


Os dois carros no rio. Em cima, o Gol cinza. Em baixo, meio amarelado, o Chevette.


Foi amarrado uma corda ao Chevette para que ele não fosse levado pela correnteza


O Gol, quase totalmente submerso


Curiosos se aglomeravam na ponte do Manoel Honório para observarem os carros


Até o agente de trânsito quis registrar o acontecimento


Até o momento, o guincho não havia chegado para tirar os carros do rio

Fotos tiradas por mim

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Carro parte ao meio em acidente

UPTADE: O motorista de 21 anos, Bruno, acaba de morrer em decorrência do acidente. Informção da Assessoria da Santa Casa.

Um Opala azul bateu em um poste na Avenida Brasil e se dividiu ao meio. O ocupante foi levado de ambulância para o CTI da Santa Casa.

Segundo relatos de testemunhas, o carro vinha em velocidade normal quando, próximo de uma curva, bruscamente acelerou. Em alta velocidade o motorista perdeu o controle do carro e se chocou lateralmente contra um poste. O choque foi tão forte que o Opala se dividiu ao meio, com uma parte ficando perto do poste e a outra indo parar 30 metros à frente.

O acidente ocorreu às 14h15 de hoje (02/07/09) na Avenida Brasil, altura do número 7.595, onde fica a Ford Embrauto. O bairro é o Cerâmica. Além do motorista, nenhuma outra pessoa se envolveu no acidente. A Avenida não teve que ser fechada, pois os restos do carro foram parar na calçada.


Na colisão o carro "abraçou" o poste e partiu ao meio




A parte de trás se reduziu ao porta-malas e ao teto, já a da frente...




A parte da frente ficou a 30 metros da batida. Como pode se ver, o teto em cima do motorista não existe mais. O ocupante, um jovem de 21 anos, foi levado ao hospital.




Repare na distância entre as duas partes:


Foto de Wagner Sarchis

Fotos tiradas por mim, com exceção da última.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Aula de jornalismo no YouTube

O YouTube criou o The YouTube Reporters' Channel, um canal que mostra vídeos com dicas de como usar as novas e velhas ferramentas da profissão para apurar e transmitir as informações.

Fiquei sabendo pelo blog do Tiago Doria, que considerou a inicitaiva um avanço. Para ele, "Simplesmente fornecer espaço para a audiência enviar conteúdo e participar da produção de conteúdo de nada adianta muito. É necessário melhorar a qualidade dessa participação". Concordo inteiramente. Mas acho que o ponto mais importante ele não abordou. Vamos lá.

Jornais estão fechando, a internet está transformando receptores de informação em transmissores de informação e estudar em uma faculdade de jornalismo não é mais necessário para excercer a profissão. E no meio disso tudo, o que essse canal do YouTube é? A faculdade de jornalismo 2.0, dos jornalistas não diplomados, que no caso, é qualquer um que tenha acesso a um computador.

No profile do canal, essas pessoas são chamadas de "Citizen reporters on YouTube", os cidadãos repórteres. Parece que o jornalista, antes no esteriótipo: chapéu, bloco e caneta na mão quando na rua e uma máquina de escrever à sua frente quando na redação, se confunde cada vez mais com o gordinho nerd que não sai da internet. Isso não é ruim, na verdade é ótimo. Sempre é bom lembrar o caso do Irã. A imprensa foi proibida, mas os cidadãos, munidos de celulares com câmeras, blogs e twitters, mostram o que acontecem, estão ao lado dos fatos transmitindo o que veem.

Mas vale salientarmos uma diferença básica: o cidadão comum tem todas as ferramentas para flagrar um episódio e mostrá-lo. No entanto, isso não faz dele um jornalista. Esse sujeito da mídia, com seu chapéu, bloco de notas e máquina de escrever, sabe como transformar o flagrante em uma notícia, indicando dados complementares, mostrando os vários lados da questão, deixando os fatos claros para o receptor e acima de tudo, apurando cuidadosamente as informações.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrevista - Rita Colaço

Foto: Rita Colaço

No noticiário político internacional o Irã está no topo da lista. O que acontece lá é mostrado em tempo real pelo Twitter, YouTube, blogs e retransmitido pelas TVs (com exceção das de lá, claro). Pois bem, além do Irã, temos vários outros países que também estão com graves problemas políticos, como Honduras ou Coreia do Norte. Honduras é um caso mais recente, que ainda está sendo acompanhado pelos jornalistas e blogueiros como novidade. Mas a Coreia do Norte é caso antigo.

Há anos a dinastia Kim vem assombrando aquele país. Fome, miséria e destruição são cada vez mais comuns no governo de Kim Jong-il. E diferente de alguns países que conhecidamente tem todos esse ingredientes, a Coreia se destaca negativamente por outro aspecto: o bélico. O governo de Pyongyang insiste em realizar lançamentos de mísseis e fazer teste com energia nuclear, apesar dos protestos do restante do mundo.

Para ficar por dentro do que acontece lá, entrevistei por e-mail a jornalista portuguesa Rita Colaço. Rita foi enviada à Coreia do Norte em agosto de 2006 pela rádio portuguesa Antena 1, a fim de cobrir os acontecimentos. Depois de sair do país, foi à vizinha Coreia do Sul para entrevistar dissidentes do regime norte-coreano. Hoje, ela acompanha as últimas notícias através de sites internacionais, principalmente os sul-coreanos e japoneses. Para compartilhar essas informações, ela se utiliza de seu blog e do Twitter.

Abaixo, a entrevista com Rita. Apesar de ser um bate-papo informal, com perguntas leves, que não procuraram aprofundar muito o assunto, as respostas dela são esclarecedoras. Confira:

Nada DiNovo
: As ações da ONU e de alguns países, como EUA, Coreia do Sul e Japão tês sido as mais corretas para "segurar" o ímpeto bélico de Pyongyang?

Rita Colaço: As sanções impostas pela comunidade internacional podem acicatar ainda mais os ânimos norte-coreanos mas, nesta altura, não vejo outra atitude que não a do “castigo” diplomático e financeiro para travar o tom de desafio em que a Coreia do Norte tem vivido. Penso que, dadas as circunstâncias, EUA, Coreia do Sul e Japão tomaram as decisões mais correctas para com o governo norte-coreano, já que têm afastado a hipótese de avançar para uma acção militar. No entanto, as sanções podem sufocar ainda mais o povo norte-coreano que, por via da loucura de um homem e de um regime ditatorial, enfrentam a fome e o medo.

Você acredita que a Coreia fará novo teste nuclear?

Acredito que se a Coreia do Norte tiver material suficiente para realizar um novo teste, não hesitará em avançar para ele. No entanto, é um país que vive mais na corda das ameaças, como forma de chamar a atenção.

Você sabe como o governo brasileiro vem reagindo às ações da Coreia?

No dia em que a Coreia do Norte anunciou ao mundo que tinha realizado o segundo teste nuclear, o embaixador Arnaldo Carrilho preparava-se para iniciar a sua missão diplomática em Pyongyang mas foi obrigado a adiar a viagem por ordem do governo brasileiro. Creio que terá sido uma forma de condenar a atitude do regime norte-coreano sem fazê-lo abertamente. Julgo que nos últimos anos o Brasil e a Coreia do Norte têm vindo a fortalecer os laços no campo diplomático e empresarial mas isso não significa que o Brasil concorde com os actos por vezes tresloucados da Coreia do Norte.

A China é um país que ainda negocia comercialmente com a Coreia do Norte, certo? Existe algum outro país?

Para além da China, a Rússia e a Coreia do Sul também têm negócios com a Coreia do Norte. Curiosamente,
o Brasil já é, nesta altura, o quarto parceiro comercial daquele país, de acordo com o próprio embaixador Arnaldo Carrilho.

Há uma saída para que esse governo autoritário da Coreia do Norte acabe?

Há uma saída que tem de ser escavada pelo próprio povo. Uma revolução contra o entrave à liberdade de expressão e de movimentos. Por isso, considero que tão depressa não vamos ver o fim do autoritarismo e da “monarquia” norte-coreana. Graças à dinastia Kim, o medo ainda é rei na Coreia do Norte.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ainda o diploma...

A discussão ainda está longe de acabar. Parece que no Curso de Comunicação da UFJF todos os professores contestam a decisão do STF. Realmente os ministros, e principalmente Gilmar Mendes, foram infelizes nas justificativas que deram em favor de suas decisões. Mas sem querer, acabaram acertando e contribuiram para o avanço do jornalismo. Pelo menos é o que defende o jornalista e professor Carlos Castilho. Ele escreveu um belo artigo defendendo o fim da obrigatoriedade do diploma. "O fim da obrigatoriedade do diploma não significa o fim do jornalismo" é o título. Leia no Observatório da Imprensa:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?ID={6290464C-A330-41D1-BDDE-42F7EE83C966}&id_blog=2&msg2=2

Nos comentários, muitos não concordaram, uns até com argumentos tão descabidos quanto os dos ministros. Eu, por minha vez, concordei com Castilho. Não podemos adivinhar o futuro, mas parece que a decisão do STF pode ser acertada, mesmo que eles nem façam ideia do porquê.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que significa o diploma

Será que ninguém enxerga que essa "obrigatoriedade do diploma" foi sempre para inglês ver? Não jornalistas sempre povoaram as redações. Agora isso só se torna oficial. Na prática, pouca coisa vai mudar. Não há razão para lamentações. Os problemas que virão com a extinção da exigência do diploma, não são maiores dos que já existiam com a sua obrigatoriedade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bye, bye diploma

A maioria dos ministros do Superior Tribunal Federal votaram contra a exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista. Dos 11, compareceram 9. Os contrários, totalizando 8: Gilmar Mendes (relator do recurso contra o diploma), Carmem Lúcia, Lewandowiski, Eros Graus, Carlos Ayres Britto, Cézar Pelus, Ellen Gracie e Celso de Melo.

A favor do diploma: Marco Aurélio Mello.

Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

"Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta". Ministro Lewandowski

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão". Ministro Gilmar Mendes

"Minha sina é divergir" + "Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral". Ministro Marco Aurélio Melo

Artigo em que Luiz Antônio Magalhães defende a decisão do STF:

Artigo em que Alberto Dines reprova a decisão do STF:

terça-feira, 16 de junho de 2009

Diploma de jornalismo


Amanhã, dia 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar a obrigatoriedade de se ter o diploma de jornalismo para exercer a profissão.

Os dois lados, contra e a favor, tem bons argumentos. E nem os jornalistas em si formam um consenso. Uma rápida olhada no
Observatório da Imprensa é suficiente para vermos o debate cada vez mais quente. Seja lá como for, amanhã teremos uma definição da suprema corte.

Eu
, como estudante de jornalismo e futuro dono de um canudo, vejo os dois lados: quem tem diploma é porque passou por uma faculdade. Estudou e vivenciou as nuances da profissão. Desde aulas de ética, antropologia e sociologia, até estágios, provas e trabalhos. É de se pensar que essa pessoa está mais apta a exercer a profissão do que qualquer outra.

Do outro lado
, vejo os que não tem o bacharelado de jornalismo, mas são iguais ou melhores dos que tem. Exemplo caseiro: Rafael Grohmann, amigo da universidade e estudante de ciências sociais. Ele é uma das pessoas das quais conheço que mais entende da teoria do jornalismo, e porque não, de sua prática. Fez várias matérias na Faculdade de Comunicação da UFJF e comprovou isso. Outro antigo estudante de ciências sociais, Juca Kfouri, hoje é um dos jornalistas esportivos mais respeitados do Brasil.

Sorte minha não ter que resolver a questão, fica por conta dos nossos ministros, escolhidos para estudar minuciosamente o assunto e escolher por nós. Seja qual for a decisão, uma coisa não muda: mesmo sem a obrigatoriedade do diploma, quem for bom terá sempre seu lugar.

PS: Engraçado que na Faculdade de Comunicação da UFJF, uma das melhores do país, nenhuma discussão esteja sendo levantada. Palestras? Mesas redondas? Panfletos explicativos? NADA. De novo. Sempre foi assim. As coisas acontecendo e a minha faculdade olhando o bonde passar, como se não estivesse dentro dele. É rapaziada, não se fazem mais D.As como antigamente.

sábado, 13 de junho de 2009

Blog da Petrobrás

O Nada DiNovo é a favor da decisão do Blog da Petrobrás em publicar na íntegra as entrevistas feitas pela mídia.


. Esse é o blog:

. Essa é a explicação sobre o que a Petrobrás está fazendo em seu blog:

. Isso é o que pensa a grande mídia sobre as ações do blog:
(Note os comentários, todos favoravéis à Petrobrás)

. O que disse o Ombudsman da Folha de São Paulo em relação ao caso (Coluna de domingo, 14 de junho):

. Um artigo com o qual concordo. Ele ainda abrange outras questões importantes relacionadas à guerra entre grande mídia e blogs

UPTADE: O Blog da Petrobrás desistiu de publicar as perguntas dos jornalistas antes que a matéria fosse publicada. Agora, perguntas e respostas só entram no blog mais ou menos às 0h01do dia em que a reportagem é publicada. Desse modo, a discussão se acalma. Decisão acertada da Petrobrás, apesar de ser discutível se o jeito antigo era errado. Acho que não totalmente. É bom a grande mídia tomar um "sacode", para ver que estamos em uma nova era, em que a informação não é só dela. Pode não parecer, mas a maior parte das emissoras de TV, revistas e jornais do Brasil ainda se acham donas da verdade, como se ela fosse somente uma.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Estas mais de mesa...

Aqui do lado Pederneiras... aqui, por exemplo, tem...



Ai, ai!


Nunca me canso de ver.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Watergate

Bob Woodward e Carl Berstein ganharam o Pulitzer pelas reportagens do caso Watergate. A história da investigação virou livro (escrito pelos dois) e filme. A política e a imprensa americana nunca mais foram as mesmas depois da reportagem.

Mas passados 30 anos, esse jornalismo impecável ainda seria possível? Quem responde é Leonard Downie Jr., Editor do Washington Post, o jornal em que Bob e Carl escreveram suas reportagens históricas:

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/12/19/AR2008121902928.html