Mostrando postagens com marcador mídia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mídia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sarney, hoje

Comunique-se http://www.comunique-se.com.br

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai pedir que o desembargador Dácio Vieira, que concedeu liminar que censurou o Estadão, explique suas relações com a família Sarney. A determinação é uma resposta a uma representação encaminhada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).

O CNJ vai avaliar se Vieira deveria ou não se dar por suspeito para julgar o pedido de liminar apresentado por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.

A suspeita recai sobre as relações pessoais entre o julgador e as partes interessadas no processo, o que impediria que Vieira julgasse o mérito. Na representação, Virgílio relata o relacionamento entre o desembargador, Sarney e Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado.

Com informações do Estadão.

Comunique-se http://www.comunique-se.com.br

Em nota divulgada ontem (03/08) para justificar processo movido pelo seu filho contra o Estadão, o presidente do Senado, José Sarney, afirmou que respeita a liberdade de imprensa, “nunca tendo processado jornalista algum”. Entretanto, uma rápida consulta ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal desmente a afirmação do senador.



























Apenas em Brasília correm três ações contra o Jornal Pequeno, do Maranhão, e uma contra o colunista do Estadão e deputado de São Paulo João Mellão Neto. Os quatro processos se referem à publicação de matérias e/ou artigos sobre o senador.

Além disso, Lourival Marques Bogéa, diretor e proprietário do Jornal Pequeno, foi alvo de uma representação criminal movida por Sarney. O jornalista conta que seu pai, José Ribamar Bogéa, fundador do jornal, também foi processado pelo senador e acabou sendo condenado, mas foi absolvido em recurso no Supremo Tribunal Federal.

“Isso é quebra de decoro parlamentar”, avalia Lourival.

Além disso, somam-se incontáveis casos de processos eleitorais em que, apesar de não ser autor, Sarney é diretamente beneficiado. Um caso emblemático foi o da jornalista Alcinéa Cavalcante, que em 2006 foi réu em mais de 20 processos movidos pela coligação do então candidato à reeleição no Senado.

Alcinéa iniciou o movimento “Xô Sarney”, que se espalhou pela Internet. Por isso e por matérias publicadas em seu blog, ela chegou a ser indiciada pela Polícia Federal.

Estadão http://www.estadao.com.br

A posição do PT ontem (dia 04) foi fundamental para a permanência de Sarney no cargo. O partido não aceitou a proposta do DEM, do PSDB, do PDT e do PSB para formalizar um pedido de renúncia de Sarney do cargo, mantendo a posição favorável ao afastamento temporário do peemedebista. Isso fortaleceu Sarney. Caso o PT concordasse em avançar no pedido de renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, tornando inviável o comando de Sarney. Os cinco partidos reuniriam a maioria dos 81 senadores. Seriam 46 votos (14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB). Mesmo com as dissidências dos senadores francamente favoráveis a Sarney, a situação do presidente do Senado ficaria mais frágil.

Também marcada para hoje, a reunião do Conselho de Ética do Senado deverá pedir o arquivamento de três das onze denúncias contra Sarney. O presidente do colegiado declarou ontem que a 'decisão já está tomada'. Ele deve argumentar que que as supostas irregularidades ocorreram antes do mandato atual de Sarney.

Folha http://www.folha.uol.com.br/

Ontem, senadores do PSDB, DEM, PDT, PT e PSB se uniram para endurecer o tom dos discursos no plenário da Casa. O movimento surgiu em resposta aos ataques de aliados de Sarney ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) no plenário do Senado na segunda-feira.

Os partidos prometem responder duramente aos ataques da tropa de choque de Sarney. Além disso, os senadores estudam divulgar uma nota com o pedido para que Sarney deixe o cargo temporariamente caso o Conselho de Ética arquive as denúncias contra o presidente da Casa sumariamente.

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), no entanto, disse que o partido não pretende dar fôlego a ideia da oposição de assinar uma nota conjunta cobrando o afastamento do senador.

Mercadante afirmou que, apesar da bancada defender o licenciamento temporário do peemedebista, não há "identificação" partidária do PT com o das outras bancadas para pedir essa postura do peemedebista.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Aula de jornalismo no YouTube

O YouTube criou o The YouTube Reporters' Channel, um canal que mostra vídeos com dicas de como usar as novas e velhas ferramentas da profissão para apurar e transmitir as informações.

Fiquei sabendo pelo blog do Tiago Doria, que considerou a inicitaiva um avanço. Para ele, "Simplesmente fornecer espaço para a audiência enviar conteúdo e participar da produção de conteúdo de nada adianta muito. É necessário melhorar a qualidade dessa participação". Concordo inteiramente. Mas acho que o ponto mais importante ele não abordou. Vamos lá.

Jornais estão fechando, a internet está transformando receptores de informação em transmissores de informação e estudar em uma faculdade de jornalismo não é mais necessário para excercer a profissão. E no meio disso tudo, o que essse canal do YouTube é? A faculdade de jornalismo 2.0, dos jornalistas não diplomados, que no caso, é qualquer um que tenha acesso a um computador.

No profile do canal, essas pessoas são chamadas de "Citizen reporters on YouTube", os cidadãos repórteres. Parece que o jornalista, antes no esteriótipo: chapéu, bloco e caneta na mão quando na rua e uma máquina de escrever à sua frente quando na redação, se confunde cada vez mais com o gordinho nerd que não sai da internet. Isso não é ruim, na verdade é ótimo. Sempre é bom lembrar o caso do Irã. A imprensa foi proibida, mas os cidadãos, munidos de celulares com câmeras, blogs e twitters, mostram o que acontecem, estão ao lado dos fatos transmitindo o que veem.

Mas vale salientarmos uma diferença básica: o cidadão comum tem todas as ferramentas para flagrar um episódio e mostrá-lo. No entanto, isso não faz dele um jornalista. Esse sujeito da mídia, com seu chapéu, bloco de notas e máquina de escrever, sabe como transformar o flagrante em uma notícia, indicando dados complementares, mostrando os vários lados da questão, deixando os fatos claros para o receptor e acima de tudo, apurando cuidadosamente as informações.

sábado, 13 de junho de 2009

Blog da Petrobrás

O Nada DiNovo é a favor da decisão do Blog da Petrobrás em publicar na íntegra as entrevistas feitas pela mídia.


. Esse é o blog:

. Essa é a explicação sobre o que a Petrobrás está fazendo em seu blog:

. Isso é o que pensa a grande mídia sobre as ações do blog:
(Note os comentários, todos favoravéis à Petrobrás)

. O que disse o Ombudsman da Folha de São Paulo em relação ao caso (Coluna de domingo, 14 de junho):

. Um artigo com o qual concordo. Ele ainda abrange outras questões importantes relacionadas à guerra entre grande mídia e blogs

UPTADE: O Blog da Petrobrás desistiu de publicar as perguntas dos jornalistas antes que a matéria fosse publicada. Agora, perguntas e respostas só entram no blog mais ou menos às 0h01do dia em que a reportagem é publicada. Desse modo, a discussão se acalma. Decisão acertada da Petrobrás, apesar de ser discutível se o jeito antigo era errado. Acho que não totalmente. É bom a grande mídia tomar um "sacode", para ver que estamos em uma nova era, em que a informação não é só dela. Pode não parecer, mas a maior parte das emissoras de TV, revistas e jornais do Brasil ainda se acham donas da verdade, como se ela fosse somente uma.